quinta-feira, 25 de abril de 2013


Carta  para o orientador

(De aluna de Doutorado fora do Brasil-(não enviada)

Caro professor

Minha filha esta partindo não sei se pode imaginar o que isso significa.
Ela vai  para se encontrar com o futuro,por certo  na bagagem não levará todos os instrumentos que irá precisar
Faltará mapa ,pra tanta coisa nova
Faltará lanterna pra  tantas escuridões que virão,
Faltará vogais nas suas expressões . 
É jovem, é aprendiz de vida e da ciência
Faça perceber que ela será uma ajudante para o bem da humanidade e tem por essa razão grande importância  
Anime  e  instrua a desatar... quando ela se embaraçar.
Ela já sabe o que a história conta
que há pessoas egoístas,mas  há também  líder dedicado.
Esse último se for você
ensinará
a observar,  observar, observar
e refazer ,reavaliar, e aplaudirá  seus passos e acertos, imagine como isso vai acrescentar!!!
Se for um verdadeiro líder vibre com ela.
Faça maravilhar-se com os livros,com lâminas...com resultados 

mas deixe-a também
perder-se a olhar a natureza e rodopiar em ritmos e saborear ... isso também  é a vida.
Não  amedronte quem já está vulnerável
sem a família por perto,sem sua pátria  e seus costumes.
Exercite a gentileza  que  essa é a melhor  troca
e é a saudável forma de lidar com o ser humano.
Quando  perceber  que ela está em labirintos afirme que tem saída,calma,tem saída.
Não jogue fumaça de tirania  para expressar PODER.
Trate bem,e disso não se arrependerá é a forma única de ficar lembranças respeitosas de você e  o futuro  e a ciência GANHAR.

Ao voltar
Não sei se ela vai me contar se foi assim,mas vou agradecer muito se souber que foi.

Inspirada na etapa final de permanência de estudo de Doutorado de Monique em NY -Em 24 de abril de 2013

sábado, 21 de janeiro de 2012

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Linha do tempo(em Homenagem a Monique Ferraz ao fim do MESTRADO)

Ela chegou nos anos 80

Na época da rainha dos baixinhos,parece que estou vendo

dizer seu dia na escola:“meu pintinho amarelinho

cabe aqui na minha mão...”amassar e colar bolinha de papel seguindo

uma direção!!!!!

Ela chegou na era da informação tomando vulto,no tempo do super nitendo,

se ouvia Triller,e Cavaleiro do Zodiaco na tv,falava-se de solidariedade

no Criança Esperança e nas ferias via-se no cinema Super Xuxa contra baixo astral

Fim de semana o Ayrton Senna ser campeão de Formula I

Até se ouvir falar em globalização.

Teve seu Tamagoschi,chegou o computador,e o telefone celular

sabe que tivemos os” cara pintadas” e o impeachement de um presidente em nossso Brasil

que trocamos varias vezes nossa moeda,que os avos falava em conto de rés

que a mãe falava em cruzeiros e que ela fala em Real.

Viveu a era do vinil ser substituido pelos CD e a chegada do DVD

Da Tv ganhar controle remoto,da chapinha.

Das cartas demoradas pra sua entrega serem substituidas

pela informação imediata da internet,do email, msn,orkut,twitter, ultrapassando oceanos.

Se fala em clonagem,e em projeto genoma humano

já alcança a época que os inibidores da protease da Aids alonga a vida dos pacientes

Falam em aquecimento global,noticiam a violência e o desequilibrio humano ,

os acidentes,as perdas de grande comoção para a população

Ouve o pagode,axé e sertanejo e a musica eletronica tomar conta do campo musical

Com o fim da censura a TV aborda temas em suas novelas como:homossexualidade,reforma agraria...

Vê o horror dos ataques terroristas de 11 de setembro em Nova York.

Ouve que o Brasil não deve mais não,Brasil é credor da forte nação

Lula deixa o pais,sem pedintes pelo chão

Ela alcança um tempo de igualdade,Mulher Presidente por que não?

Pensei tudo isso enquanto ouvia dissertar

sobre o Papiloma Virus,para a bancada avaliar

se é MESTRE mesmo no assunto ,diplomada com elogios

para nova etapa alcançar.

Se conheço a ariana,o pé já está lá

permitindo a caminhada e descobertas fazer

pois sua missão é comprida,disse o DR para você.

Sou eu que agradeço os seus reconhecimentos

motivo de orgulho,por ter metas a alcançar

protetora com sua amizade e frases a aliviar

surge sempre como anjo

que sabe tão BEM GUARDAR.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Ao BETO-meu filho caçula


Que eu possa substituir minhas palavras pelos balanços na rede


pelo alimento tomado aos som das cantigas de ninar


pelo compreender quando decidiu parar e caminhar em ritmo próprio


pelas horas que pedi a Deus pra eu chegar até agora pra vê-lo crescido


pela oração mental que acompanha seus passos indo e vindo a cada dia


pela dimensão que vc e sua irmã me tornaram me protegendo da solidão,da fraqueza,do medo,da dor com seus ares de esperança.


Que eu possa substituir palavras de parabéns


pelas canções que vc canta 
e encantam nossos dias


pelo olhar discreto diante das dúvidas


pelo jeito “criança” na fragilidade


pela particular maneira de entender o que lhe faz bem


e ser fiel a si mesmo.


Que o trabalho, as amizades, as emoções especiais,


os livros,os gurus,as músicas,os heróis,os filmes,


sejam pedacinhos


de complementação de seus dias .


Vê vc feliz 
é só o que quero.

domingo, 6 de abril de 2008

Espaço-Expressão de CARINHO



Uma aquarela (No seu aniversário) À Geanne Ferraz

Uma tela branca. Pincel a movimentar cores espalhadas para pintar, dias, momentos vividos pra lhe relembrar. 

De rosa, pincelo os brinquedos, ouvi um sacudido de maracá!! O azul deixei pras águas de Águas Finas que tão pequenina tocou. De amarelo, pinto os biscoitos, aguçado olfato a revelar. Por mais que a tia Dada disfarçasse, você expressava seu desejar dizendo: “Hummm... cheirinho de chicrete!!!!” Quando havia escondido chiclete no ar. 

De marrom, pinto uma lágrima da criança a brincar que perdeu seus dois dentinhos. Banguelinha teve que ficar. E pra não lhe frustrar, uma cantiga pra lhe distrair: “olhe a banana, olhe o bananeiro!”. Ria como se aquilo não tivesse existindo. Risco na tela uma sombra. São dores a maltratar a criança com papeira tristinha a chorar. De verde, pinto suas pálpebras marcando uma esperança no olhar. Alimentar sonhos. Caminhos pra caminhar. 

Praça, colégio, Betinho Bar. De vermelho, pinto as paixões. A alma a desarrumar até encontrar o amor a lhe encantar. A nossa loura sorridente, arisca, braba, ia casar. De preto, pinto o sol que parou de iluminar ao perder sua mãe sem esperar se preparar. De roxo, pinto o olhar voltado para seus irmãos e pro pai; a cuidar do futuro duro, a desafiar. 

Risco algumas tempestades, relâmpagos a assustar, vendavais nas emoções. Tempo bom demorando chegar. Pinto a mesa. Comidas a oferecer. Ora com bom humor, ora a falar... Não que seja a Ofélia da culinária, mas ser carinhosa e bem intencionada favorece o paladar. 

Registro um anjo no céu a lhe anunciar. Mais alguém tinha partido; não ia mais voltar. Não há cor para a saudade. Um vazio será seu representar. Tinha perdido o irmão. Como acreditar?! Pinto Cristo ,o símbolo da fé. Abro o manto da N.S. Senhora Aparecida pra seu peito acalmar. Pinto um arco-íris, simbolizando o afeto na sua vida sua paixão mais encantável e escolhida. O seu sorriso e uma carinha de acolhida.
Beijos: Lourdinha Ferraz

Em homenagem ao seu aniversário-7 de abril 2008

Espaço-Expressão de CARINHO


(Parabéns para minha linda mocinha:Monique-Dia 7 de Abril 2008) Festejo de aniversário

Chamem as frutas,digo,o maracujá, é indispensável.Separem as bebidas,a “Bohemia”, não esqueça.
Tragam pra perto do som os CDs,quero dizer:Vercilo, Vanessa da Mata ,os de pagode,os de forró.Colemos no painel do passado seu bicho preferido-o angorá.Arrumem suas fotos de estudante as do “Souza Leão” têm que colar.
Separe a melhor paisagem brincando,Jardim Petrópolis tem que colocar:Natália,Lica,aBeth,Carol...Colem as vogais símbolos de amizade:Juliana Rio,Marcelinha,Joana,Lívia e Joaninha são elas que vão ficar .Uma praia num final de semana não é surpresa se colocar Porto de Galinhas natureza a lhe alegrar.Tragam a seriedade ,conhecimento a demonstrar,mostrem o LIKA ,ela a pesquisar.Busquem instantes seus, difícil vai ser escolher:fotos da formatura,baile e colação,fotos de bebê,fotos do G5:Diogo,Fábio,Dáfila,Natália e o dela pra que todos vejam,fotos de carnaval,e até do sertão.Adorne esse painel,com biscoitos,salgadinhos,crustáceos ,camarão.Prometa uma viagem,se ela encontrar... o anel,vê o pôr do sol em J.Pessoa,ouvindo o Bolero de Ravel.Chamem Milena,Geanne,Gerliane,Dadinha,Nina...peçam que espalhem na mesa as bandejas ;coloquem em cada uma ,o jeito dela:alegria multi colorida,afetos cheio de fitas,
beijos a vontade,brigadeiros salpicados de atenção,empadinhas de companhia,pasteis de disposição,
tortinhas de creme de solidariedade,bolo de responsabilidade,recheado com frutas de aventura e emoção.
Chamem os amiguinhos(os orkuteiros e msnaneiros)Liguem o som por favor,a festa vai começar
nova idade a comemorar,depois do parabéns pra você “vamos simbora pro bar”,ela vai relembrar,que a filosofia é a mesma,“cair e levantar”,pois os arranhões se curam,sacode-se a poeira e sempre temos que levantar.
O seu sorriso é o que esperamos ,sempre ganhar.
Beijo:Lourdinha Ferraz(sua mãe e fã)

sábado, 29 de março de 2008

Artigo 2 - O valor do afeto




O afeto estimula a aproximação das pessoas, oportuniza conhece-las, favorece revelar nossas intenções e promover a satisfação de alguém. Cuidar do afeto é considerar as implicações que podem gerar no ser humano, de ter ou não ter afeto .A sociedade desfila o resultado positivo e negativo disso.Nos lares, escolas,trabalho,no trânsito,no confronto desequilibrado, na ausência de defesa social.
Podemos influenciar o mundo.Podemos até encantar almas, adubar a sensibilidade dos menos sensíveis, aparentemente, possibilitando germinações, troca de afeto.Ter consciência das próprias necessidades de um ser , de cuidado, é antes de tudo,possibilitar uma transformação,seja vendo melhor o que está diante de nós, sendo deixando-se ver.Responsabilizarmos pelas nossas trocas afetivas é de enorme valor,já que, queiramos ou não, elas nos vinculam ao outro, seja em forma de carinho, amizade,respeito,gratidão,convivência desde criancinha.
Viver é ter oportunidade de ser cuidado,de cuidar, afeiçoar,de esperar confiantemente,experienciar,satisfazer-se, desdobrar-se em vida pelos cinco sentidos.
Abandonar o outro que lhe olha,na troca de relação social,é omitir-se, é ausentar o afeto. Sabemos teorizar o amor,mas nos atrapalhamos muito na vida, nesse terreno das emoções.Nossas palavras, sentimentos e ações são fortemente influenciados pelos nossos estados de espírito,pelo sossego interior que tivemos ou que foi escasso desde cedinho na vida.O ser humano que se habitua a desenvolver vibrações positivas às pessoas,gera uma presença agradável, que lhe abre muitas as portas à afetividade.Ela pode vir a ser uma viga para os demais valores se sustentarem.


Sente-se afeto por si mesmo,por quem correspondem a esse sentimento(o afeto das trocas) por pessoas ,por alguma comunidade. ..
Quem assume um estado de espírito afetivo, geralmente torna uma pessoa mais amável,afetiva, pacificadora ,com mais facilidade para desenvolver a humildade,a empatia, ao redor de si.Na verdade a afetividade relaxa,liberta,acolhe,aproxima o carinho.Não é compatível com o afeto, a competição,a dominação,a individualidade.Ela está muito próxima da palavra zelo,proteção,empatia,tolerância,satisfação.Poderá perguntar ,afeto é do campo da paixão ou do amor?
Então digo, já conceituaram a paixão dizendo que ela busca a satisfação biológica instintiva, enquanto o amor é a expressão relacional saudável de uma afinidade profunda entre dois ou mais seres humanos. Na verdade as manifestações de nossa afetividade estão presentes em tudo que fazemos.A vida afetiva é uma das emoções do ser humano. Durante toda nossa vida, os fatos distantes vividos por nós,serão experiências que passarão a fazer parte de nossa consciência. Os acontecimentos serão lembranças e sentimentos,do que foram trocas agradáveis, prazerosas ou não... se revelam em nós positivamente,nas nossas experiências de sucessos e equilíbrio. Ficando representado o afeto não satisfatório e o desconforto dessa vivência, em formas de ansiedade,pânico,depressão e nossos abismos relacionais.
Cuidar do afeto precocemente(desde nenem) é, penso eu, favorecer o equilíbrio próprio e de quem se cuida,por favorecer a produção de relações saudáveis que transmitem paz.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Orientação-Para comentar

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terça-feira, 18 de março de 2008

Vida Plural e a série Artigos Temáticos




Tenho recebido solicitações para continuar falando sobre minha terra natal mas não deixar de escrever sobre o relacionamento humano.


Sem me apoiar na formação, vou atendendo ao solicitado, simplesmente como pessoa.


Estou me propondo a falar de alguns temas, como se estivesse em roda de amigos.



O VALOR DO AFETO - em artigos


ARTIGO I


O caminho do afeto é cheio de passos. Uns individuais. Perceber o outro para respeitar e entender o modelo do seu mundo. Aprender a ser empático, sem isso, nossas interações ficam cheias de idealismos. Repletos de:




- "Você devia ser feito fulano"



- "Eu sou assim, por que você não pode ser?"





Ignorâncias as atitudes do outro, cobranças impagáveis, dificuldades de habitar os mesmos metros quadrados. Ser hábil com as palavras. Ter uma cabecinha fria na hora da insegurança, da crítica, da indiferença, da desconfiança.





Coisa para profissional, dirá você. Tarefa para quem não está envolvido, pois o mundo das emoções e paixões leva o ser humano à vida e a morte. Estou falando de afeto, e não, de simples envolvimento fugaz.





Precisamos lembrar: Nem tudo que se escuta é o que está de fato no coração. Nem sempre o que se diz, de fato é intenção.





As palavras - veículos abstratos - mas de efeitos tão concretos, muitas vezes, agem feito flechas que partem da lança e o arrependimento pode ser sem mais sentido, depois de lançada.





Não esqueça, as palavras são armas contundentes. Nos atingem à queima roupa. São dilacerantes conforme o desequilíbrio de quem diz e de quem ouve. Mas o silêncio também é rejeitador, é indiferente, desorienta, é isolador.





Ficar distante da interação social pode ser uma atitude positiva para reflexão de poucos dias, mas concordo, como disse o autor:





"Se não deres nada de ti mesmo aos outros, muito pouco de ti acabará por valer alguma coisa"







O que é o afeto?






É muito mais que isso, tem outras faces.


É canção de ninar


É brincar


Cuidar

Acreditar


Vibrar


Abraçar


Elogiar verdadeiramente


Zelar pelo o outro


Ser presente


Solidário


Acompanhar


Não depreciar...




Como favorecer ele perdurar?








Valorizar o tempo e as ações. Não ser estúpido para querer os frutos antes das estações, sem saber o que fazer com as sementes.

 Na maturidade, registrar os outonos, sem rejeitar “a árvore”. Entender o ciclo da vida e os valores em cada ciclo. Manter a individualidade numa visão pro harmonia. 
Ser discreto no que for inconciliável. Não banalizar o sensual, pra que ele seja excitável na hora exata. Entusiasme-se pelos cinco sentidos e como guia use o mapa da razão. 

Sem o uso de uma só palavra, retome a empatia. 
Isso, se não conseguir ser afeto e sentir afeto. Por um instante fique só e pense:

O que dei de mim mesmo, pra o afeto não ser presente?

segunda-feira, 17 de março de 2008

Agradecimentos aos Comentários

Os comentários são acréscimos valiosos ,para que revelada fique a imagem que temos de nossa Floresta e a influência que ela deixou em nossas vidas.
Fico gratíssima pela a atenção e a contribuição de quem toma conhecimentodosmeusescritos simpls e mesmo assim deixa seu registro.
Assim agradeço com carinho e registro no coração:
À Geanne Gominho Ferraz de Sá Leal ,Monique Ferraz de Sá Beltrão,Dadinha Ferraz Novaes, Madalena Cornélio,Jailson Bedor Jardim,Vera Lúcia Paranhos,SUPREME ,Gerliane G.Ferraz,Lucas Brandão,Germano G.Ferraz ,Candice Ferraz Jucá,Paulo Branccini,pelo registro,carinho e acréscimos deixados.E ainda aqueles que se expressaram por email transmitindo satisfação,identificações e amizade.

sexta-feira, 14 de março de 2008

SERTÃO SABORES E SENTIMENTOS - Texto da contra capa.

É um relato breve sobre o desenvolvimento da autora na zona rural, na infância, a beira do Riacho do Navio. Seus momentos em Floresta-PE e sua vida adulta na capital Pernambucana. Expõe-se por meio da poesia o que registra sua memória e instantes emocionais. Assim terá oportunidade de ler como ela pinta sua infância,que importância teve a rua onde morou, sua vida de estudante, suas amizades. Demonstra seus sentimentos por meio de homenagens a familiares, fala das diversas fazendas, assim como, comenta o cotidiano urbano. Relembra-nos a copa de 1970, o Brasil daquela época. O comércio da terra dos tamarindos de trinta anos passados, fotografa poeticamentea Floresta de outrora e a atual. Se transpõe para o mundo dos vaqueiros e registra até uma aboiação. Por fim, diz que é florestana, do Alto Monte e que se não é feliz por completo, é porque não pediu ainda ao Bom Jesus da “ Fuloresta.”

sábado, 8 de março de 2008

Breve comentário sobre Bonito pra Chover

Em 2007 tivemos a felicidade de sabermos das comemorações a Floresta no seu Centenário.


Nossos escritores têm falado de nossa terra durante esses anos, revelando sua história seu povo e suas lutas: Dr. Álvaro Ferraz, Coronel Carlos Ferraz, Leonardo Gominho. Mas em homenagem ao centenário, surge o livro BONITO PRA CHOVER que dá um banho de poesias ao falar do nosso lugar.
Aqui deixo o comentário que fiz aos autores:
Guto Ferraz e Diogo Leal

Breve comentário sobre Bonito pra Chover

Extraordinário domingo, esse de hoje (12 de agosto 2007), quando tomo pra perto de mim essa obra elegante de Guto Ferraz e Diogo Leal. Percebo não ser possível apenas ter afeto por ela, mas é preciso descê-la da cabeça ao pé, tocando-a numa emoção recíproca de quem se encontra de fato em afinidade, sendo impossível partir sem a sensação final de ter tido pleno prazer. De fato, “um céu que pode estar aqui ou ali...”.
No vôo alto de andorinhas...,
Solene como pôr- do- sol visto da Ermida....
Naveguei no “Navio de pedra” e assim fiquei aninhada em luas de alfenins. Uma doçura, como aquela que passeava devagar pelas calçadas, no tabuleiro de Pitu.
E como a própria poeira, senti a esvair na distância, o sentimento... Ao tomar o sobrado de Bilia que lia do olhar caixeiro-viajante... as igrejas se entreolhando separadas por três praças com pilares de um coreto...
Bem diante se cumpri mês de maio de joelhos até vir novo dezembro no sussurro de três pífanos...
Senti na procissão a louvar, a barra escurecida, chuva que talvez pudesse vir dali a instantes. “Nada pode ser mais bonito como chuva no sertão.” E nesse BONITO PRA CHOVER, os sentidos todos se encontraram.
Diante desse CLOSE, na face dos casarios (tão bem colhido por Diogo) só faltou mesmo, um cheiro real (sache) de tamarindos nas páginas.
Obrigada, autores Florestanos, dos anos 40 e 80. Quem dera os netos que ainda não tenho conheçam essa obra e possam saber que daí, parti feliz. Banhada no Riacho do Navio, aquecida pelo sol do meu sertão, ouvindo o bem-te-vi do Alto Monte, acolhida pela Terra dos Tamarindos, abençoada pelo Bom Jesus dos Aflitos.
Parti em 70, para capital pernambucana que não me preenche a Floresta, que guardo no peito e na retina .
Parabéeeeeens Guto e Diogo.
Muito bem.

Lourdinha Ferraz


Contato: lourdinhaferraz@yahoo.com.br

Gratidão

Gratidão


“Se eu morrer antes de vocês, me façam um favor: Se alguém contar algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se alguém me elogiar demais, corrijam o exagero. Se me criticar demais, me defendam. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente...”.

Os imprevistos, os acidentes, ocorrem em nossas vidas.
As fatalidades, às vezes, por pouco se encontram com a gente.
Em momentos desses, tive a atenção  imediata, o apoio, a ajuda  plena e o carinho dos irmãos e  cunhados, primos, amigos e ex-colegas de trabalho e vizinhos.

Aqui, deixo minha gratidão especial a familia de Tio Né Ernesto e Madrinha Mariinha e aos ex-colegas da Escola COSTA E SILVA, que trouxeram pra perto de mim e dos meus filhos, uma sensação de  poder recomeçar em hora que parecia confusa a retomada.
Ano de 1994.

Conversando com meus botões



Conversando com meus botões.

Nasci na ribeira do Riacho do Navio

Cresci olhando pro Rio Pajeú
Comunguei ao pé de Nossa Senhora de Lourdes de Airi.
Se alguma coisa na vida
Ainda não consegui
Foi porque não pedi ao Bom Jesus da Fuloresta
Como pronunciava Luiz Gonzaga

Porque sou do Alto Monte
Filha de um “ERNESTO”
E de uma amável moça de olhos azuis, da Boa Ilha.
Brinquei de “pula corda”,
De “Ordem seu lugar”..
Comi bolinho de mão
Gostosos mungunzás.
Valorizava o colégio,
Tive uma amiga, Cacá.

Vi filme nas matinês
Tive uma praça pra passear
Circo pra gargalhar

Apreciei o humor da
da amiguinha Catarina
por onde foossemos a passear

Uma amiga tive na vida
 nunca vi alguém
 com tanta franqueza
To falando da colega Nilda ,
Uma amiga com certeza.

Tive pais, tive mães.
Não estranhe meu plural,
Meus irmãos tão protetores,
Minhas irmãs companheiras
Não faltou a informação
Um livrinho ganhei pra ler:
“ESTÁ FICANDO MOÇA”
Antes que eu viesse a ser.
Assim era Nina
Discreta nas ações
Mas preocupada
Com meu desenvolver.
Ganhei dela o primeiro soutien
Fiz uma verdadeira embromação
Acanhada de usar
Esperando uma ocasião

Época boa era aquela
Que isso
Era uma emoção.
Tive Dadinha como irmã
Gostava de perceber
Seu gosto por Roberto Carlos,
Pelos Beatles,
De Mastroianni a Cardinali,
Era fã pra valer,
Bonitos eram seus álbuns
Gostava de vê colar
Eu julgava que suas risadas
Era porque a vida valia a pena
Isso pra uma criança ajuda
Estimula a SONHAR
Desde pequena.

Em 70 parei na capital
Senti uma solidão tão grande
Parecia me fazer mal.
Sonhei estudar Psicologia

Sou Psicóloga no dia atual.
Conheci o amor
O valor de ser querida
Curti os raios do sol do litoral.
Escrevo,
Faço poesias
Admiro a lua, as estrelas, uma brisa,
O inverno então!
Um olhar sensual, que me faça imaginar...
Admiro Fernando Pessoa,
Drummond, não tem igual.
Queria só agora o mugido da vaquinha
Tomar o leite verdadeiro do curral
Coentro recém tirado de um canteiro
O peito do homem que me dê sorrisos verdadeiros
Pois os filhos
Tenho dois comigo de cabeça legal
Pouco, pouquinho falta...
Se não sou feliz
Pouco falta, nem precisa fazer promessa.
É porque não pedi direito ainda
Ao meu Bom Jesus da Fuloresta.

Floresta dos tamarindos


Floresta dos tamarindos

Floresta madura, centenária.
Mas gerando novos filhos.
Sertaneja (do Itaparica)
Mas sedenta de hidratação.
Nordestina
Semi – árida, mas úmida
No coração.
As margens do Pajeú,
Aguardando água em borbotão
Desaguando no São Francisco
Pra ganhar vazão.
439 km distanciam de seus filhos
Que a tem no coração,
Mesmo na capital
Sem esquecer o torrão.
Próxima está no pensamento
No coração sabem guardar,
Lembranças de seu casario
Dos tamarindos do lugar
Das praças,
Do burburinho,
Da feira a cheirar,
Frutos da melhor qualidade
Da Serra da Arapuá

Fazenda Curralinho
Paus Pretos
Terras que iam iniciar
O sonho
De vir a ser
O povoado
Gerador do nosso lugar.
Fazenda Grande torna real
O capitão Pereira Maciel fez criar
De um oratório uma capela
Pra nosso povo rezar.
Veio a ser do Bom Jesus
Hoje a Igreja do Rosário a nos olhar.

Floresta vira vila
Desligando-se de Flores
Pra assim desabrochar.
Vincula-se a Tacarutu
Com vontade de brigar
Na revolução praieira
A bravura veio mostrar.
Floresta autônoma em 1864 a registrar
Pra dá mais sombras e arborizar
Surge João Gomes Barboza
E Alfredo Barros
Homens bons a planejar
Favorecendo a esperança
Do verde perdurar.

Em 20 de junho de 1907
Floresta tinha o que comemorar
Vira cidade nesse país varonil.
Pela cristandade de seu povo
Teve a primeira diocese do sertão

Sendo seu primeiro bispo
Dom Augusto
Depois cardeal primaz do Brasil.

Floresta dos coronéis
Dos casarios, de estilo sarraceno.
Da capela Ermidinha,
Miudinha,
Solitária, mas altiva, a nos olhar.
Floresta
Da Igreja do Rosário,
A mais antiga a nos abençoar.

Do prédio da força (o conhecido Batalhão)
Visava antes ser um seminário
Se não tivéssemos perdido o bispado

A PM transformou-o no 3º Batalhão,
Visava o combate ao cangaço
Em 1928 no sertão.

Em 1950 vira o pensionato
D.Lindaura a comandar
Estudantes de toda parte
Que fosse à cidade estudar.
Lá havia corte e costura e datilografia
Pra quem buscasse o saber ampliar.

Do Grupo Júlio de Melo
De traço neoclássico
Elegante
O primeiro com fim de ensinar.
Floresta da moderna catedral
Do Bom Jesus dos Aflitos,
Padroeiro do lugar

Que parece não podermos comparar
Aos altares, mirados com fervor.
Da Matriz de janelas coloridas que nos viu orar.
Mesmo com seu carrilhão eletrônico
Que nos pede oração pela paz, clementemente.
Parece que não há como comparar
Vê-la de longe
Na hora
De retornar.

Floresta, do Grêmio 3 de Julho.
Das valsas, das quadrilhas, dos vôleis.
Floresta dos tabuleiros de cocadas
De Pitu a desfilar
Com seus doces na cabeça
Um verdadeiro cocar.

Floresta dos Sete de Setembro.
Dos desfiles estudantis


Dos dobrados a nos arrepiar
Nas manhãs no sertão
Aumentando o sentimento pela pátria
Pra cada vez mais, a valorizar.

Do parque de diversão
Da roda gigante a nos encantar
Dos circos armados
Das gargalhadas da platéia
Sobre o chão seco tão familiar.

Da Difusora
Do Colégio Dep. Afonso Ferraz..
Floresta do coreto
Da política vibrante
De comícios inflamados
Do Colégio Pe. Cláudio Novaes.

Floresta
Das novenas do mês de maio
Da noite dos motoristas
Dos fogos dos noiteiros
Das procissões
Do cinema de Evan,
Nosso lazer.

Floresta do Colégio Industrial.
Do Clube BNB.
Floresta de povo atento
Não fale mal de Floresta
Que um venha saber.

Floresta em dezembro
Dos pífanos e zabumba
O nosso “esquenta muié”
Das barraquinhas
E leilões.

Floresta da agro-pecuária
Da cebola, tomate, melancia e melão.
Onde os caprinos têm suas raças
Em destaque na exposição.

Floresta atual
Floresta crescida
Explicita de habitação.
Floresta de novos colégios
Floresta de Faculdade
Do ISEF, do “Pequeno Aprendiz”.
Do “Universo Infantil” do “Diocesano”.
Floresta do comércio de décadas
Do papel de embrulho e sabão a meia barra
Floresta hoje CENTENÁRIA
Em 20 de Junho 2007
Sem nenhum engano.

Floresta
De tantas placas...
Nova identidade visual
Da Profana, Pura magia, da Skina Pirâmide.
Dos Postos Compare, Trevo, Seis irmãos.
Da Poty Construções, do PREÇO JUSTO,

Do Fino Trato, da Artmanha, da G MODAS,
Do Relicário, da Trupe, da Farmácia São Jorge,
Da Tradição móveis, do Som Mix,
Da Perfil Confecções, do Máximus
Da Esperança Calçados, do Ponto Chick,
Do Mercadinho Araújo Góes, do Santa Rosa,
Da EDUARDO Lanchonete, do Betinho Bar.
Da COMPARE LOGÍSTICA
Imponente,
Nada igual.

Floresta de indústrias e marcas
Da Parathy, do café Tamarindo,
Comércio computadorizado
Alimentos industrializados
Reflexos da capital.

Floresta de tantos filhos,
Comerciantes,
Arquitetos, médicos, engenheiros,
Agrônomos, veterinários, professores,
Psicólogas, fisioterapeutas,
Advogados, contadores...
Floresta dos escritores e
Poetas,
De músicos e cantores;
Floresta amada
Receba nossos louvores.

Aboiação sertaneja, Aquecimento de vaqueiros

Aboiação Sertaneja

O vaqueiro nordestino
Mesmo antes de acordar
Têm sela,gibão, esporas.
Esperando pra botar

Ter bornal com rapadura
Farinha no saco pra levar
ôÔÔ êee

Na caatinga ele acerta
Onde o gado vai estar
O sol ainda vem ai
O gado por acordar
O chocalho diz o bicho
Que ele vai levar

O cavalo espera quieto
A ordem de rebanhar
A espora é o presente
Do verbo vaquejar

Esbarra o cavalo em cima
Antes do bicho se espalhar.

A caatinga tem ponta fina
O vaqueiro corre perigo
De cair de um serrote
De uma furada no umbigo
Tem valor o guarda peito
De couro bem curtido.
ÔÕÔ
Todo vaqueiro nordestino
Antes de uma vaquejada
Pede proteção ao santo
Pra santinha
lhe benzer
Pra enfrentar touro brabo
E no mato não morrer.

A mulher do vaqueiro
Quando ele vai vaquejar
Bota todo mantimento
Que ele possa precisar
Pede ao Padin Ciço
Pra não deixar enviuvar.

Os filhos de um vaqueiro
Quando começa a andar
Segura na perneira
Tenta ela experimentar
Pede ao pai uma garupa
Pra poder se acostumar.

O vaqueiro quando chega
No curral do seu lugar
Abóia longo o seu canto
Pra o bicho se acalmar
Guiando com o cavalo
A porteira encontrar.
ÔÔÕ


Homenagem aos vaqueiros pegadores de boi e bode das veredas e caatingas da Serrinha, Serra dos Periquitos, Oidagüinha, Serra dos Pereiros, Serra Negra e outros matos.



Aquecimento de vaqueiros


Cavalo bom é o ligeiro
Que pula qualquer balseiro
Estala pau no lombo
Desvia vaqueiro do tombo
Pula qualquer cipó.

Vaqueiro bom é o valente
Que bota careta e cambão
Em boi brabo que arremete
Cisca terra no chão.

Confia no seu cavalo
Na perneira no gibão
Quando o bicho se acua
Um grito logo ressoa
“iaá iaá iaa êêê”

Se o bicho desafia
Na hora de chegar
Bota carreira e se espalha
Pressente sua prisão
Vaqueiro bom é o que grita
Cheio de afobação
“Ta cega murrinha”
Não ta vendo a porteira não?
Que trabalho dá ao vaqueiro
Um bicho teimão.

Escondida a mulher reza
Pede ao santo proteção
Pra acalmar os bichos
Dá por ganho a vaquejada
Felicidade de vaqueiro
Depois de uma vaquejada
É ver os bichos presos
E a porteira bem fechada.


*******


Aos vaqueiros das caatingas que na infância vi vaquejar. Entre esses meu pai: Pedro Ernesto, Álvaro Ernesto, Raimundo e Luiz de Mãe Lindaura, Bé e Tatá.

Lamento urbano, Penso que diria, Monique, Jaci







Nos últimos tempos reforçou em mim,
o incômodo que a metrópole provoca a quem vem de uma vivência da zona rural
e não esquece das características dessa experiencia .

LAMENTO URBANO

Troco o cartão de crédito e sacolas
Pela lata com frutos do mato.
Troco o Hiper pelos umbuzeiros
Que é quase mãe,
Quase santo,
Quase casa.
Prefiro léguas e pedregulhos
Ao trânsito engarrafado
Prefiro ”lençol de paraíba” no inverno
Ao frio edrendonzado de ar-condicionado.
Prefiro suar o sol de rachar
Que o asfalto frio de esgoto contaminado.
Prefiro vôos de fogo-pagô, rolinhas e canários
Ao check-in e aviões parados.
Troco o mar azul de tubarões
Pela minha Serrinha impar no descampado.

Aceito juremas de ponta afiada
Mas não a tropa de ”cheira-cola” abandonada.
Troco o ritualesco “mais alguma coisa senhora”
Pelo entusiasmo do feirante: “queijo de primeira”,
Chegado agorinha. Vamos levar cumade?

Prefiro grilos e sapos a pular
Aos pombos urbanos desgovernados.
Troco pão caixa e salame por quebra bucho de beirada.
Prefiro banho de poço e sabonete nas pedras
A esse racionamento agendado.
Prefiro riscar com a unha a letra
Do paquera na melancia na roça
Ao namoro virtual, distanciado.
Prefiro bico de candeeiro
Aos postes de luz mercúrios enfileirados.
Prefiro rezar contra bicho peçonhento
A ter medo de bandidos em sinal.
Troco minha identidade sentimental recifense
Por uma saudade quilométrica
altomontense / florestana
que nada pode ser igual.










ELE ERA ASSIM

Eiii minha gente
Sei que surpreendi
Com o roteiro da minha viagem
Mas devo ter ficado em sacos de pipocas
Na música ao ouvir tocar
No carnaval que não vou pular
No abraço que lhe faltar
Nas pessoas que passam e eu sem passar
Na explicação de História que não serei eu a dar
No meu elogio que ao ouvir fazia você se animar
Na chegada que esperará e nada...
Talvez falte mais uma pessoa nos retratos da família
Na pose a ser tirada

Quem dera rir docemente
Novos momentos...
Vibrar com seus sonhos ...
E nao ver hoje você chorar.

Homenagem a George Gominho Ferraz de Sá (09/01/08 - 1 ano da sua partida).








À minha filha MONIQUE



M enina alegre, estudiosa e afetiva
O rdena o tempo para realizar seus sonhos...
N ão importa as “tempestades” que sofreu
I ncapaz é de se render ao desânimo
Q uerida pela família inteira
U nida ao seu irmão
E xpressão solidária, como é, a presença de Deus entre os cristãos

F iel as suas amizades, tem uma porção
E screve o presente para pensar em seus passos...
R ecolhe as sementes de cada abraço
R ega com dedicação
A nálgésico humano, pílula de afeto e emoção
Z elo pela paz, elo de união.

D inâmica
E xtrovertida

S onha melhores dias alcançar
A liada à ciência tudo de si, dá.

B rasil é sua pátria, mas noutra sonha estudar
E lege a leitura, a música, um rapaz inteligente para gostar
L eve, real, ariana, independente
T erá o mundo uma “estrela” para o iluminar
R eserve o futuro, alegrias, pois bem merece
A mor em reserva a acalentar
O bom Deus possa sua saúde eternamente abençoar


Mensagem à minha Filha: Monique Ferraz de Sá Beltrão quando do Encontro de Jovens com Cristo - Junho 2006



Jaci Ferraz de SáHomenagem aos seus 70 anos. (27/02/2008)



Hoje queria entregar-lhe o troféu (o ”OSCAR”)
Dos que sabem amar as Mães.
Foram diversas as demonstrações de seu valorizar.
É hora de como membro de nossa família, render nossa gratidão.

Empático, extremamente carinhoso, gostava de realizar sonhos, vê um rostinho sorrir.
Fiquei muito feliz com meus brochinhos de abelhas que bem criança ganhei de você e que me enfeitava ao me vestir;
O gravador que você me deu pra as músicas do REI eu gravar e ouvir, gravar poesias para ficar ouvindo depois.

Você na sua bondade
Tirava da Caixinha dos Desejos de cada uma de nós, justamente.
Os papeizinhos dos nossos pedidos principais (que a gente nem revelava, mas você imaginava).
Foi assim que levou
Minha mãe a Basílica de Aparecida
Dando-lhe a alegria que parecia não haver outra igual.
Fez-se um homem bom
Saindo dos seus currais, “de ossos, pedras e chifres” sua boiada na imaginação.

Liderava qualquer assistência
Nunca se ouviu dizer que não podia
Como esquecer sua bravura de transportar até uma pessoa em fúria nervosa,
quem iria?

Bom jogador de damas
Em raras horas de lazer
Mas ficava sem sono se alguém fizesse você perder.

Você foi pra nós o pára-quedas
Aberto na hora do perigo,
Um porto, um abrigo quentinho na tempestade.
Tarzan, He Man, o Corpo de Bombeiros, um amigo,
Um verdadeiro irmão.
Impossível retribuir sua proteção sem medida.
Resta-me dizer eternamente
Como lhe sou AGRADECIDA.

Horas ternas,análise, projeto de vida, revitalidade

Passado dez anos da época que eu expressava meus sentimentos em poesia, volto a escrever.
Percebo que estava marcada duas épocas de vendavais nos sentimentos: Adolescência e a separação matrimonial.

Assim segue alguns registros produzidos nessa última época.


Horas ternas

Carinhosamente guardo um pouco de ti
E na boca
O gosto teu.
A pele envolvida em vestes
Entrega o caminho
Adolescentemente tardio.
Na surpresa de te percorrer penso ir a todas as extremidades.
Sinalizo meu peito
Mas o coração deseja
E o meu corpo buscará melhor o teu
Se as horas raras forem ternas.
Serei só natureza
Tal qual a areia
Afagarei teu mar
Só porque és homem
Só porque sou mulher
Num pedaço verde da terra.


Análise

Vou entristecer
Quando as horas passarem sem mais esperanças...
Aceito a emoção
Como o ar frio
Que me transmite aconchego.
Gosto
Não esperei
Não planejei
Não vi começar.
Está no peito vou esperar...
O tempo
A soma
As perdas
Para descobrir quem somos.


Projeto de vida

Viver a vida é optar
Em guardar a semente
Ou arriscar.
É sonhar...
Construir o dia
Entre máquinas e correria.
Ser humano,
Zelar pela a harmonia.
Ser sem máscaras na íntima ocasião.
É ter
Com ternura, emoção.
É fazer dos seus,
Dos meus sonhos falidos,
Um projeto de recuperação.


Revitalidade

Foi bom ter chegado
Pra que agora
As mágoas não pesem
E meu coração bata
Como quem está sadio de amor.
Foi bom
Pra que volte aos olhos
Ao ver-me amando
A garantia dos dois a felicidade.
Foi bom ter chegado
Pra que no fechar do tempo
O sol seja recebido com a certeza do seu vir.
Pra que eu o espere
Como quem deseja e quer
Pra que eu possa ser sua
Quando seu jogo buscar a peça
Que garante o afago do encaixe
Do complemento.
Foi bom ter chegado pra que a saudade traga acenos do seu corpo
E o vento entregue o meu amor
Em seu destinatário.


Brotos de amor

Meu caule brota
Quando amo.
Rejuvenesço.
Admiravelmente brilho
Tal qual a estrela da manhã.
Ao suor do sol
A luta não é mais de mero pão
Há sombra
Que massageia meu acelerado coração.
Porque amo
Colo meu corpo milimetricamente ao teu
E a intimidade
Aquece como vinho
Faz-me sonhar e festejar.
E tontamente
Esquecer que a dor virá
Quando o amor
Não mais servir a ti
Incompreensivelmente, como nuvem.
Que nega a água a planta
Eu correrei perigo.

Oportunidade de sonhar,Pra não nos maltratar,Zezé

Oportunidade de sonhar







Se o riacho da minha vida
Fosse de letras do alfabeto
O “O” foi colhido por ele
Para que sonhos eu pudesse sonhar
Ele devolveu-me em:
O portunidade para estudar...
O bservação ao meu conversar
O rientação pra eu não transgredir
O lhos para minhas dores acalmar
O primeiro relógio veio me entregar
O show de Roberto me viu vibrar.

E a adolescência como túnel desconhecido a me atordoar.
A solidão como ventania a me fragilizar
A fragrância do mundo a me encantar
Meu texto de Brecht levou ao lixo pra eu não olhar
Cuidava da minha vida
Pra nada me atrapalhar
Em 70 havia perigos
De estudante ir... E não mais voltar.

Em frias madrugadas
Remédio veio me dar.
Dores tão longas, agudas.
Perguntei a Deus porque não me levar...
Nunca reclamou do incômodo que minha doença lhe causou
E sabia que ia causar.

Com ele aprendi ler o “Diário”
Ouvir o bom Trio Nordestino
No cinema vê John Wayne e Gregori Peck
Vê “Irmãos Coragem” e “Viagem ao fundo do mar”
Ir comer agulha frita
Em Olinda olhando pro mar.

Era bamba em matemática
Dizia que eu não tinha base
Sabia que era difícil
No vestibular eu levar vantagem.

Já longe dele
Vieram as gravidades
Sua saúde complicada, minha casa indo aos ares.
Nunca nos deixou só, tinha preocupação com os meus.
No telefone fazia articulações
Perguntava se esqueceu...

Inventava morte de gente que já tinha partido
Só pra testar a lembrança
E o que dizia os amigos.
E no ciclo das nossas estações
Vieram os “outonos intermináveis”...
Escassos afetos, cápsulas, drágeas, limitações.
Tal qual folha vi
O tempo passado o tempo que vivi.
O túnel desconhecido a lhe atordoar.
A solidão como ventania a lhe fragilizar
Aquele a quem me deu Oportunidade de SONHAR.

E agora só lá em cima
Irei lhe encontrar,
Cantarei músicas de Gonzaga pra lhe alegrar
Falarei de Irmãos Coragem, Viagem ao fundo do mar.
Cantaremos
Do Trio Nordestino: Forró Pesado.
Lembrando das dores que senti nas madrugadas
Eternamente direi: MUITO OBRIGADA.

Ao querido e inesquecível cunhado: Jovino Marques Filho.








Pra não nos maltratar





Como o azul e o verde
Ora era céu
Ora mar
Como palavras em cartão de amor
Enfeitava,
Tinha alegria a dar.
Como manhãs de sol
Bolinha de sabão
Onda que diz olá.

Pic-nic em dia de brisa
Pés no verde sem formiga
Sombra, água pra esfriar.
Noite estrelada
Braços que nos abraçavam
Sem nunca nos afastar.
Dores tão bem escondidas
Pra não nos maltratar.
Risos e sons tão companheiros
Madona, Versilo e forró.
Pés na areia e despedida

Registrava a geografia
Teu nome ao longe
Significando DOR.
Emoção escondendo a lua
No adeus que nos deixou só.


Ao meu querido e inesquecível sobrinho:
George Gominho Ferraz de Sá.


José Ferraz de Sá (Zezé)
Por ocasião de homenagem aos seus 70 anos.
02/07/2006





Ares de John Kennedy.
Parece que estou ouvindo
Uma voz vindo do banheiro
Cantando tão bem: “Maria Betânia tu és para mim...”.
No ar um cheiro de sabonete PHEBO.
O traje com forte preferência pelas camisas brancas.
Nós, as três irmãs, ali sob sua proteção.

Enfrentou o perigo, a pena e as conseqüências.
Mais tarde deu-lhe a vida uma taça de fel.
Fez ser guerreiro (sem escudo),
Enfrentar a perda sem lança (sem defesa).

De peito enlutado,
Teve que falar de futuro,
Acalentar quem crescia ainda.
Proteger, cuidar, ser presença.
Teve que ser dois, quando ser um, já é muito difícil.
Renovado o pensamento,
Tirou de uma caixinha (que Deus dá aos aflitos)
Todas suas forças,
Comungou sonhos... Para caminhar guiando os filhos com sua valiosa palavra, equilíbrio e paz.
Missão cumprida, meu irmão.
Aí estão reconhecendo o seu valor, o seu cuidado e retribuindo carinho.

Junto a eles, o nosso respeito e gratidão.

A minha mãe, Vovó Lia, Joaquim Novaes

À minha mãe: Maria Ferraz de Sá



M oça de olhos azuis
A njo de proteção
R isos na acolhida
I ndigência tratava com compaixão
A ntes que ouvisse “socorro”, ia a quem precisava de “uma mão”.

F eliz quem lhe conhecia
E nsinava sempre o valor da união
R iqueza não trazia alegria
R ecomendava ter bom coração
A licerce de fé em “tempos de ventania”
Z elava “as sementes” para que o fruto viesse na mais “difícil estação”

D istante dos entes queridos
E ncaminhava “os sinais” de seu coração

S inônimo de lealdade e aconchego
A nte uma desavença, sempre recomendava o perdão.



Vovó LIA



Com seus netinhos, Monique e Roberto, filhos da autora.

V oava até nós, como o pássaro que ao ninho vem proteger


O rava cedinho e o terço ao anoitecer


I amos juntos à escola, a sua mão à nossa infância a proteger


N o quarto passava o pó ”Promesa”


H idratante para rejuvenescer


A lfazema ou lavanda eram cheirinhos no ar de você


Q uem dera, voinha agora!
Unida a nós, feliz seriamos
E mbora bem velhinha, por certo.
R ica a presença seria
I a nos alisar os cabelos
D izer palavras de recomendação
A tenção, respeito e carinho,”meus filhos”, é a base para a UNIÃO



Joaquim de Carvalho Novaes



Que nome poderia ter para quem sabendo que estamos com pontadas na alma, com o assoalho do peito todo trincado, com o telhado da cabeça fazendo goteira arrumava um jeito de deixar o chão bom de andar, o teto firme sem ameaçar, de frio não tendo como morrer?

Que nome poderia ter, quem alerta para as conseqüências, quem põe o espelho da franqueza diante de nossa cara, quem apesar disso falava por VOCÊ, ia resolver qualquer parada se precisasse?
Que nome poderia ter quem ultrapassava quilômetros para melhorar uma situação pra você?

Que nome poderia ter quem por certo protegeria meus filhos se antes eu tivesse que ir...? Na nossa juventude dava sua impressão se usássemos um baton vermelho demais, uma roupa com alguma provocação, podia aguardar... Ia ouvir um carão;

Se nos enfeitássemos com muita sombra, brincos, pulseiras e coisa e tal, ele achava um exagero e ia dizer: - Estão enfeitadas que só “cruz em beira de estrada”.
Se tivéssemos todos conversando ao mesmo tempo dificultando a compreensão ele compararia pra todos ouvir: eita “mistura de porco com gato”!

Era intolerante a vida mansa e a vulgaridade, mulher dividindo baforadas de um cigarro... Ele rasgava o verbo. Mas era essa mesma pessoa que apareceu quando o Brasil em crise econômica levava as empresas a demitirem (eu casada recente tive que passar por essa com meu marido - que era de empresa privada) nessas horas as pessoas somem... Ele foi um dos que ofereceu deixar a renda de uma casa de aluguel (em Ouro Preto) à nossa disposição.

Em momento de fragilidade emocional, já separada e com minha filha doente, ele chegou e não hesitou em levá-la à Clínica Santa Helena (onde ele confiava na administração dos doutores VIEIRA) resolvendo tudo por mim.

Até os últimos tempos era nosso “ALÔ Doutor” não podia ouvir falar de uma dor em ninguém que recorria a Dra. Cleone, de quem se orgulhava da sua competência e se tranqüilizava como sob um bálsamo com suas orientações.

Era ele também que tinha uma conversa animada e de boné fechava um olho e olhava com o outro, o mar, para imaginar a jangada (transporte familiar) cheia de rede e molinetes levar sonhos de pescar.

Se a TV falasse de cinema, ele ia revigorar se Mazzaropi numa reprise viesse ao ar. Se num café à tarde falássemos do Nordeste, explodiria muitas emoções ao falar de Luiz Gonzaga, Patativa, Jessier Quirino para arrematar.

Será que um nome só daria para dizer o que ele foi pra nós tudin¨? Talvez seja: ouro, força, exemplo, amigo...

Pra mim foi sempre um PRESENTE enrolado com todos esses papéis, com selo de garantia de qualidade - que fica de herança para a nova geração.

Quando a gente se encontrar... Sei que você vai me receber dizendo assim: “diiga muié véia”!!!


Ao querido e inesquecível cunhado: Joaquim Novaes.

Retrato musical,Asas cor de rosa,Meu pai,Doce lembrar

Retrato Musical

Salão bem encerado
Mesas nomeadas
Perfumes Lancaster, Hombre no ar.
Moças alegres a esperar
Cavalheiro dizer: “vamos dançar”?
Iguais passos ninguém tinha
Aos de João Boiadeiro a deslizar
A dizer: “vamos meu filho...”.
Como forma de estimular,

De forma elegante
Dr.Gentil e Arminda se deixam olhar.
E numa festa de São João
Mário Gominho não podia faltar
Uma quadrilha animada
Corretamente marcada
Só ele para orientar.
Se fosse carnaval
Jarbas dava show a pular
Ninguém fazia igual a ele
Variedades de passos a mostrar.

Só Rosinha Jardim com sua alegria
Podia empatar.
Se fosse baile de formatura
A OARA não podia faltar
Valdemar e Esterzinha a rodopiar
Com braço bem estendido a dizer:
“Vamos primo, vamos dançar”
Zé Vicente e Amerininha
Igual alegria a contagiar
Trocava os pares com
Alexandre e Edileuza
No salão do Grêmio a dançar

Professoras orgulhosas
Em seus vestidos de gala a valsar
Laquê no cabelo rinsado.
Retrato muito bem tirado
Formando chic de paletó
Sertanejo com gravata apertando
Orgulho no rosto mostrando
De família a comemorar.
Pra melhor ficar
O tira gosto não podia faltar

Galinha bem assada
Animava a noite
Pra nem tão cedo parar.
Passava no salão
Durval, Zé Galego, Afonsinho,
Vilasinho, Luciano, Helvesinho
Cláudio, Ferrazinho.
Com seus pares a dançar.

De tão cheio o salão
Qualquer um podia esbarrar,
Sérgio, Eliseu. Adjar, Valtinho
Zé Nozinho, Fernando(s)
Chico(s) Tadeu(s)
Aloísio, Beto, faziam a noite brilhar.
Vindo até nós, sem nos deixar parar.
Mistura de Fleur de Rocalle, Extra Fine,
Saigon, Vertige, Toque de Amor, Topaze.
Cerveja, Whisky, Rum Bacardi.
Música romântica, jovem guarda jazz ou forró.
Deixávamos mais juntos
Arriscando alguém censurar


Tão próximo assim outra hora
Não podíamos ficar.
Sanfona de Agostinho
Seu canto a nordestinar
Fim de festa e Benicinho
Com as Pastorinhas
A nos agradar.
Os Anônimos e Acioly
Acordes e voz
Falando de amor
Sentimentos tão bonitos
Que o Grêmio 3 Julho
Na nossa vida marcou.


Como muita gente, também tive perdas marcantes.





Asas cor de rosa


Alta
rubra
alegre
Da paz.
Vitalidade,
Delicadeza demais.
Amor pulsante
Carinho renovado
Sorria ao amor
E dizia: ”meu Álvaro”.

A ele fazia pedido
Com a meiguice feminina
Na lista uma preferência,
A doce cajuína.
Em tardes quentes banhava Lila
As asas cor de rosa a proteger
Ao avistar seu amor
Feliz a ele ia.

Como se fosse à primeira vez, ria.
Quem dera aquelas nuvens
Tivessem molhado a terra
Esfriando seu pulsar,
Evitando o “fio invisível”.
Do fatal “malabarizar”.
Os passos solitários da notícia
Levou a verdade
A caatinga
Desolando o vaqueiro
Calando o som dos chocalhos.
Entristecendo o galo
No terreiro do Curral Velho.
As asas cor de rosas
Tinham partido
solitariamente
Deixando Álvaro.

Em homenagem a Raimunda Menezes (esposa de tio Álvaro Ernesto)




Ao meu Pai: Pedro Ernesto Gomes de Sá



P elos caminhos da caatinga
E nfrentava os desafios do vaqueiro
D e perneira e gibão
R ogava Deus no mato o gado encontrar.
O chocalho era a identidade, no curral ia laçar.

E sperava a chuva vir, para esconder as sementes com o pé.
R ezava para o santo, dá colheita em cada cova de fé.
N o papel com traços marcava a venda do criatório
E sperava em frente ao rádio
S eguia o repertório
T er músicas de Gonzaga e dos bons sanfoneiros
O uvia o “Repórter Esso” e até rádio do estrangeiro

G ostava de presentear os netinhos
O ferecendo uma “criação” novinha
M esmo não tocando instrumento
E nsaiava um som na lata com uma faquinha
S abia medir palavras, era observador

D eixou exemplos de herança
E sperava nunca passar por “uma dor”

S abia relembrar gentilezas
A ssinalava no peito onde guardou.



Doce lembrar




Álbum de foto, ”O SAGRADA FAMÍLIA”
Eram símbolos de você.
Sentimentos embalados
Por Ângela, Martha Mendonça.
Refeições orquestradas por Tabajara, Lafayette...
Ouvindo Perfídia ou Aquelles ojos verdes
Quem pode esquecer?

Sonhos de amor...
Perfume da Avon
Mapas, provas,
Era inteira na profissão.

Bolos, cremes, doces tortas.
Deliciosa como paixão.

Clara em neve
Busca de união...
Tentativa de transformar
O amargo em bom paladar
Com sua essência de dedicação.


Vinha à calçada com sua cadeira de vime
Rever estrelas, conversar...
Mas longe do cheiro dos tamarindos
Da sua rua de outrora
A fumaça de seu cigarro
Interroga “a ação esgrime”
O que batia naquele peito àquela hora?

Nos olhos de suas crianças
Onde seus sonhos moram agora
Sobravam cores, risos, bolas, sanduíches...
Voltava sempre ao álbum
A vida ali persiste.

Vestida de formatura
O casal sorrindo vê-se
Neném e Águas Finas
Versos de uma canção triste
Diferenças entre signos
Que em todo mundo existe.

Esmalte cintilante suas unhas revestem
Ouvindo Maysa
Faz touca, vira touca, o cabelo não esquece.
Disfarçando algum desencanto
Que a vida às vezes oferece.

Se possível fosse
Luz néon colocar

Palavras iguais a ela iam brilhar:
Bondade, profissionalismo,
Suavidade, gentileza.
Amizade, cordialidade,
Adoração a guloseimas.

Queria medir sua partida?

Uma saudade veio ocupar o lugar,
Das estrelas do firmamento
Que solidão ao olhar!
Cadeiras vazias sem seu conversar
Num minuto estava tão longe
Um frio veio avisar.
Pôs-nos nessa “montanha” que separa os que se vão

E o eco só responde nossa pergunta em vão:
Por que tem que levar quem vive em nosso coração?

Fecha-se o álbum
Perfumes não aromatizam mais
As doces sobremesas tão doces e inesquecíveis, como ela.
Presente em mapas, rios e cordilheiras,
Vive a inesquecível
“Cinderela”.

À querida e inesquecível: Marluce Gominho Ferraz de Sá

Quem sou eu

Recife, Pernambuco, Brazil